domingo, 7 de junho de 2015

Odeio a Minha Vida - O sentimento de rejeição

Eu acordei no chão do banheiro de novo. Todos os meus amigos tiveram que sair porque não podiam entrar e eu estava sozinha novamente. "Eu odeio a minha vida", pensei. Eu tinha pensado assim há muito tempo. Só posso me lembrar do fato de que sempre quis ser amada e aceita. Em vez disso, eu era ridicularizada e desprezada por causa da minha aparência e por ter um cérebro do "tamanho de uma ervilha", como diziam. Acabei sem personalidade, com nada que causasse alguém a querer a minha companhia.
Odeio a Minha Vida - Desejando amor e aceitação
Como vim parar aqui? Mesmo quando pequena, eu não era como as outras pessoas ao meu redor. Não era bonita, era alta demais e em um ponto eu era até um pouco atrasada em comparação aos meus colegas da nova escola. Foi nessa nova escola onde fui rejeitada pela primeira vez de uma forma que iria marcar o resto da minha vida. Quando eu tive que ir a uma escola diferente no próximo ano, eu sabia que ninguém ia gostar de mim, por isso eu fingi. Eu os rejeitei antes que me rejeitassem. Eu só queria desaparecer da face da terra, mas a vida continuou a acontecer e eu era uma participante muito relutante.

O ginásio começou e eu queria passar por despercebida na nova escola. Entretanto, naquele ano passei muito tempo na piscina e o meu cabelo ficou verde. Com certeza você pode imaginar os nomes que deram à pessoa mais alta da sala que ainda por cima tinha cabelo verde. Foi um outro motivo para eu me esconder. Esconder-me era tudo que eu queria fazer pelo resto do ginásio e científico.

Durante todo esse tempo, tudo que meu coração queria era ser amada e aceita, mas não tinha como acreditar que isso iria jamais acontecer. Ninguém aparentava se importar se eu estava viva, com exceção da minha família... e às vezes até disso eu tinha dúvidas.


Odeio a Minha Vida – Erros na faculdade
Depois do científico, meus pais me disseram que eu tinha que fazer faculdade. A essa altura, eu não tinha sucedido em meus estudos e definitivamente não queria fazer faculdade. Eu não tinha uma escolha, mas pela primeira vez na minha vida eu estabeleci um objetivo para mim mesma. Eu ia ser aceita e popular. Eu não sabia como ia alcançar isso, mas que importa? O que aconteceu, no entanto, foi que eu fiquei bastante conhecida, mas não necessariamente popular.

À medida que fiquei mais velha, meus pais tinham umas festinhas sábado à noite e iam à igreja aos domingos. Eu não aguentava isso e acabei passando a odiar bebida e qualquer pessoa que bebesse. Bem, tudo isso mudou na faculdade. Durante o primeiro semestre do meu primeiro ano, um rapaz bem popular convidou a mim e a uma amiga para ir a um bar com ele e alguns de seus amigos. Eu não queria ir, mas decidi que era uma boa forma de conhecer outras pessoas. Meu plano era de beber um refrigerante e deixá-los beber o tanto que quisessem, mas o plano deles era de deixar essa inocente aluna do primeiro ano bêbada. Eles conseguiram o que queriam e eu perdi, literalmente. Eu gostaria de poder dizer que estava em controle, mas daquela noite em diante, o álcool tomou controle de mim. Eu estava viciada! Pela primeira vez na minha vida, eu pude falar com rapazes e me sentir que também fazia parte do grupo. Eu mal podia esperar pela próxima festa para ficar bêbada e me divertir.

No final daquele semestre, saí com um rapaz atraente que era alguns anos mais velho do que eu. Estava lisonjeada com o fato de que ele queria sair comigo, mas não teria me sentido assim se soubesse desde o início o que ele realmente tinha planejado. Naquela noite nós tivemos sexo e me tornei seu brinquedinho quando sua namorada não estava disponível. Logo descobri que a única forma que iria ser convidada para ir a qualquer lugar era quando dava àquele rapaz o que ele queria. Acabei passando a odiar aos homens e a mim mesma. Quando terminei a faculdade, eu me orgulhava em ser a menina mais fácil da universidade. Isso é realmente algo do qual ter orgulho, não é?

A Oração Cristã: Um Modelo Bíblico

Um modelo para a oração cristã se encontra no Evangelho de Mateus. O próprio Jesus Cristo nos deu um padrão para a oração:

"Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’" (Mateus 6:9-13).


A Oração Cristã: Uma Interpretação para Todos Nós
O modelo para a oração cristã em Mateus 6 é conhecido como o Pai Nosso. Muitos de nós temos recitado esta oração por anos, mas nunca verdadeiramente meditamos sobre o seu significado. A seguir estão alguns trechos espirituais baseados no Pai Nosso que podem ajudar a aprofundar a sua vida de oração com Deus:

"Pai Nosso" - Deus quer que nos aproximemos dEle como "Papai" (aramaico: Abba). Ele quer cuidar de nós e nos proteger. Deus quer intimidade. Lembre-se que Ele tem amor e graça infinitos. Deus quer que estejamos seguros em Sua família como filhos adotivos e herdeiros.

"Que estás nos céus" – Busque a Deus. Tema-o e reverencie-o. Ele é todo-poderoso e capaz de lidar com todos os nossos problemas, mesmo os grandes. Entretanto, Ele nos ama tanto que não permanece lá em cima.

"Santificado seja o teu nome" - Santo, santo, santo. Aproxime-se de Deus com reverência e admiração. Guarde a palavra "impressionante" apenas para Deus. Viva uma vida que o honre.

"Venha o teu reino" - "Tome este trabalho e ame-o!" Trabalhar em nome do reino de Deus é a alegria suprema. Floresça onde você estiver plantado. Faça tudo como ao Senhor. Encontre seus dons e use-os. Esteja aberto à direção de Deus todos os dias.

"Seja feita a tua vontade" - Deus é o oleiro, nós somos o barro. Deus nos mantém girando em sua roda de oleiro, moldando e remodelando-nos à medida que Ele banha nossas vidas em lágrimas para nos tornar mais semelhantes a Cristo a fim dEle poder nos usar para a Sua vontade. Entregue-se diariamente. Mantenha o seu barro úmido através da oração diária.

"Assim na Terra como no Céu" - Seja feita a vossa vontade - não aminha!

"Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia" - Confie! Deus proverá pelas nossas necessidades. Seu olho está no pardal e sei que Ele cuida de mim.

"Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores" – Perdão = Entrega. Não carregue a sua própria bagagem – entregue-a a Ele. Revelar o sentimento é o começo da cura. Aja como se já tivesse perdoado e o sentimento seguirá. Em nossa fraqueza, Deus envia a Sua força e paz.

"Não nos deixes cair em tentação" - Cuidado com tentações encobertas. Ore para não cair. Somos tentados todos os dias. Isso aprofunda a nossa caminhada e fortalece a nossa fé - mas tenha cuidado com a cegueira espiritual. Abra meus olhos, Senhor, aos meus pontos cegos - use amigos e familiares honestos.

"Livra-nos do mal" - Satanás, o maligno. Somos salvos da morte para a vida. Jesus é mais poderoso que Satanás - Deus é maior!

"Porque teu é o Reino (obediência), o poder (confiança) e a glória(alegria) para sempre" - Este é o mundo do nosso Pai. Tudo o que temos é Dele. Ele é o que governa!

Conhecendo a vontade de Deus

Conhecendo a vontade de Deus – Conselhos de George Müller
Quanto a conhecer a vontade de Deus, George Müller (1805-1898), um evangelista e filantropo inglês, era extremamente talentoso e humilde. Um homem de fé e de oração, Müller estabeleceu orfanatos em Bristol e fundou a instituição Scriptural Knowledge for Home and Abroad. A seguir, leia trechos maravilhosos de uma de suas dissertações.

Conhecendo a vontade de Deus – Como chegar lá
Conhecer a vontade de Deus é a chave para a oração, o crescimento espiritual e fruto em nossas vidas individuais. Veja como George Müller agiu para ter certeza da vontade de Deus diariamente:
  • Eu tento no início preparar o meu coração de tal forma que ele não tem vontade própria em relação a uma dada questão. Aí encontra-se grande parte dos problemas com as pessoas em geral. Grande parte das dificuldades são vencidas quando nossos corações estão prontos para fazer a vontade do Senhor, seja ela qual for. Quando alguém está verdadeiramente neste estado, geralmente estamos próximos de conhecer a Sua vontade.
  • Tendo feito isso, eu não entrego o resultado nas mãos do sentimento ou simples impressão. Se eu fizer isso, eu me torno um grande candidato a grandes desilusões.
  • Eu busco a vontade do Espírito de Deus através e em conexão com a Palavra de Deus. O Espírito e a Palavra devem ser combinados. Se eu olhar apenas para o Espírito, sem a Palavra, eu coloco-me aberto a grandes desilusões também. Se o Espírito Santo nos der qualquer orientação, Ele irá fazê-lo de acordo com as Escrituras, e nunca ao contrário delas.
  • Em seguida, levo em consideração as circunstâncias providenciais. Estas muitas vezes indicam claramente a vontade de Deus em conexão com a Sua Palavra e Espírito.
  • Peço a Deus em oração que revele Sua vontade para mim suavemente.
  • Assim, através da oração a Deus, do estudo da Palavra e de reflexão, eu chego a uma decisão deliberada de acordo com o melhor da minha capacidade e conhecimento, e se minha mente estiver em paz, e continua assim depois de mais duas ou três petições, eu procedo em conformidade. Em assuntos triviais, e em operações que envolvem questões mais importantes, eu tenho achado que esse método é sempre eficaz.


Conhecendo a vontade de Deus – A chave para tudo!
Cristo nos ensinou que conhecer a vontade de Deus e viver em obediência a essa vontade é a chave para tudo! Deus é o oleiro, nós somos o barro. Deus nos mantém girando na sua roda de oleiro, nos moldando e remodelando à medida que Ele banha nossas vidas com lágrimas para nos tornar mais como a Cristo, e para que Ele possa então nos usar para a Sua vontade. Entregue-se diariamente a Deus. Mantenha o seu barro pronto para ser modelado através da oração diária - oração que está em conformidade com a Sua vontade.

Crescimento Espiritual


Crescimento Espiritual - O que é isso?
O crescimento espiritual é detalhado em 2 Pedro 1:3-8: "Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. Por intermédio destas ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça. Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos."

Assim, o crescimento espiritual inclui: (1) crescer no seu conhecimento e compreensão da Palavra de Deus, (2) diminuir a sua frequência e gravidade do pecado, (3) crescer na sua prática das qualidades de Cristo, e (4) crescer na sua fé e confiança em Deus. Talvez o melhor resumo do crescimento espiritual seja tornar-se mais e mais como Jesus Cristo. Em 1 Coríntios 11:1, Paulo diz: "Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo." Jesus Cristo é o exemplo definitivo do que realmente significa ser espiritual.

Crescimento Espiritual - Como é feito?
Para que o crescimento espiritual ocorra, você primeiro precisa ter certeza de que realmente possui uma verdadeira vida espiritual através da fé no Senhor Jesus Cristo. "E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida" (1 João 5:11-12). Ao acreditar em Jesus Cristo, o Espírito Santo vive dentro de você (João 14:16-17) e o torna uma nova criação em Cristo! 2 Coríntios 5:17 diz: "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!" Sua velha natureza, dominada pelo pecado, é substituída por uma nova natureza que está sob a influência do Espírito de Deus (Romanos 6-7). O crescimento espiritual só pode ocorrer em uma pessoa que conhece o Senhor Jesus Cristo como o seu Salvador.

Aprender a crescer espiritualmente é uma viagem ao longo da vida que ocorre à medida que lemos e aplicamos a Palavra de Deus para nossas vidas. 2 Timóteo 3:16-17 nos ensina: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra." Para que o crescimento espiritual ocorra, temos de ser ensinados, repreendidos, corrigidos e treinados pela Palavra de Deus. Só então seremos perfeitamente habilitados para toda boa obra. Esta é a essência do crescimento espiritual.


Uma outra outra chave para o crescimento cristão é andar no Espírito. Gálatas 5:16-18, 24-26, explica: "Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros."


Andar no Espírito é permitir-lhe que vos encha (Efésios 5:18), controle e guie. Isso acontece quando conscientemente se escolhe a, pela fé, confiar que o Espírito Santo guiará os pensamentos, palavras e ações (Romanos 6:11-14). Deixar de depender da orientação do Espírito Santo resultará em um crente não vivendo na altura do chamado e posição que a salvação proporciona. Efésios 4:1 diz: "... rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam."


Crescimento Espiritual - Quais são os resultados?

O crescimento espiritual é um processo que dura a vida toda de manifestar os atos da carne (Gálatas 5:19-21) cada vez menos e produzir o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) mais e mais. Observe que é o Espírito Santo quem produz o fruto em nós. Sim, devemos nos submeter à liderança do Espírito, mas é o Espírito quem produz o fruto do crescimento espiritual em nossas vidas. Com que se parece o crescimento espiritual? Gálatas 5:22-23 tem a resposta: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei." Se você estiver se tornando mais amoroso, mais alegre, mais amável, mais auto-controlado, etc., então você pode ter certeza de que o crescimento espiritual realmente está ocorrendo em sua vida.

Deus trabalha em pessoas diferentes de formas diferentes. Algumas pessoas crescem rapidamente, enquanto outras crescem lentamente, mas continuamente. Nosso foco não deve estar em comparar-nos com os outros, mas em nos comparar com a Palavra de Deus. As Escrituras são o espelho que nos mostra como realmente somos espiritualmente e destaca áreas que precisam do crescimento espiritual. Tiago 1:23-25 declara: "Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer."

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CUIDAR É MELHOR QUE GANHAR

CUIDAR É MELHOR QUE GANHAR


NO CONCEITO QUE TEMOS SOBRE GANHAR ALMAS, ALGUMAS ATITUDES ME DEIXAM TRISTE. ENTREGAR FOLHETO E DIZER QUE EVANGELIZOU, DIZER "JESUS TE AMA" E DIZER QUE EVANGELIZOU, CONVIDAR PARA A IGREJA OU PARA UMA CÉLULA E DIZER QUE EVANGELIZOU. PARA MIM, LEONARDO, ESSA É UMA ATITUDE DE UMA PESSOA SEM RESPONSABILIDADE COM O REINO DE DEUS EM DIZER QUE A SUA RESPONSABILIDADE É PASSAR A RESPONSABILIDADE PARA OUTRA PESSOA. A MAIORIA DE NÓS, NA MINHA OPINIÃO, É QUE SOMOS TREINADO PARA ENGANAR COM UM FALSO EVANGELISMO E ABANDONÁ-LAS PARA QUE MORRÃO A MÍNGUA. MAS GRAÇAS A DEUS QUE MUITOS ABANDONADOS TEM SIDOS SUSTENTADOS PELA GRAÇA DE NOSSO SENHOR JESUS. PARA EVANGELIZAR, NO MINIMO DEVE-SE TER UM TEMPO DE UM ANO, POR QUE? VOCÊ QUE ME LER, CONSEGUE LER A BÍBLIA INTEIRA EM UM ANO? SE SIM, VOCÊ JÁ TEM O BÁSICO PARA EVANGELIZAR ALGUÉM, SE NÃO, VOCÊ PRECISA SER EVANGELIZADO PRIMEIRO POR ALGUÉM PARA VERDADEIRAMENTE EVANGELIZAR A OUTRO. FAZER CRISTO SER CONHECIDO PARA OUTRO SE VOCÊ MESMO NÃO CONHECE ESSE CRISTO? POR ISSO PARA MIM, "LEONARDO", EVANGELIZAR NADA MAIS É QUE CUIDAR BEM, E SEMPRE, DE OUTRA PESSOA.
EVANGÉLICO QUE QUER GANHAR O MUNDO TODO CORRE UM RISCO TREMENDO DE PERDER A SUA PRÓPRIA SALVAÇÃO, POIS A MESMA PALAVRA ME DIZ QUE UMA ÚNICA ALMA VALE MAIS QUE O MUNDO TODO.
TIRE OS OLHOS DO MACRO, PASSE A OLHAR PARA O MICRO, VALORIZE ESTA PESSOA QUE ESTA DO SEU LADO, E PELO AMOR DE DEUS, CUIDE MUITO BEM DELA.

LEONARDO B. GOMES

A MENSAGEM QUE VEIO DO CÉU

A MENSAGEM QUE VEIO DO CÉU


A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Deus é o seu autor, o Espírito Santo, seu intérprete e o Senhor Jesus, o seu assunto central. Ela expressa a vontade de Deus para o homem e lhe mostra o caminho da salvação.

Sondas especiais estão sendo enviadas ao espaço, para, entre outras coisas, tentar um contato com inteligências alienígenas. Acredita-se que muitos mistérios e enigmas da história deverão ser desvendados e, quem sabe, isso ajudará os seres humanos a resolver seus problemas mais agudos e, mais ainda, poderá responder àquelas clássicas perguntas: "De onde viemos? Quem somos? Para onde estamos indo?" A humanidade sente-se insegura diante dos problemas que se avolumam sem solução: desequilíbrio ecológico, perigos biológicos, escalada da violência, crime organizado, tráfico de drogas, acidentes nucleares, desemprego, fanatismo religoso, terrorismo, pobreza, fome, opressão. De alguma forma maneira, sentimos que precisamos desesperadamente, de respostas mas não sabemos onde econtrá-las. O fracasso das utopias tem deixado um sentimento de torpor e desânimo, como aquela sensação do homem perdido no deserto que, ao ver uma miragem, pensou ter visto e só encontrou areia. Tendo, durante muito tempo, rejeitado qualquer revelação nos antigos escritos sagrados, o homem se viu num imenso, misterioso e silencioso universo.
Ultimamente, um número cada vez maior de esperançosos abandona o materialismo dos pais e segue à busca do místico, tentando resgatar a herança cultural e espiritual. Daí o renascimento de antigos cultos pagãos. Daí a voracidade pelos escritos sagrados da Antigüidade. Daí a crença no poder dos cristais e no uso de mantras. Do Livro dos Mortos às profecias de Nostradamus, a nova geração começa a acreditar que a resposta estava ali o tempo todo.
Mas quem garante que a sabedoria dos antigos merece confiança? E se tudo não for mais uma panacéia enganadora que, a seu tempo, também vai decepcionar? Muitos céticos se recusam a acreditar em verdades absolutas, por uma razão muito simples: como o homem, limitado em seu conhecimento e compreensão, pode chegar à certeza? A História é testemunha de que os homens erram muito. O máximo que podemos tentar é o chute filosófico, é a opinião que pode ou não pode ser mais válida que as opiniões dos outros.
A única possibilidade da verdade absoluta estaria na existência de um ser infinito, possuidor de todo conhecimento, sabedoria e poder. Esse ser faria afirmações verídicas e absolutas por que não estaria, como nós estamos, limitados ao espaço e ao tempo. Assim, esse ser poderia nos ajudar a compreender as coisas que estão além do nosso alcance. Certamente, esse ser não revelaria todo o seu conhecimento. Primeiro, porque seria necessário sermos infinitos para ter todo o conhecimento. Segundo, esse ser saberia o que era e o que não era apropriado revelar a nós. Dependeria de sua infinita sabedoria administrar a concessão do seu conhecimento. Milhões, hoje, acessam a rede internacional de computadores. A informação disponível é estonteante. Basta um computador, um modem e uma linha telefônica. Mesmo assim, esse conhecimento é limitado. Como seria ter uma Mente Infinita? Que tipo de pesquisa faríamos? Que área iria nos interessar mais?
Até agora consideramos isso uma hipótese. Não obstante, se isso for realidade? E se, de fato, esse ser já se revelou e entrou em contato com os seres humano? Existe algum indício na História de que isso já terá acontecido? Muito mais do que indícios. Através dos séculos, diversos homens alegaram ter recebido revelações do próprio Criador. Certamente muitos deles não passavam de enganadores e provaram isso pela fragilidade das suas informações ou pela falta do cumprimento de suas profecias. Mas isso significa, necessariamente, que todos aqueles que alegaram receber revelações de Deus estão mentindo? Não é um fato que a existência do dinheiro falso pressupõe a existência do verdadeiro? Não seria de se esperar que o mesmo Deus que nos criou se preocuparia em se comunicar conosco? Não seria o próprio sentimento religioso um sinal, dentro da personalidade humana, de que há alguém lá em cima e desejoso de se relacionar conosco? Vejamos alguns homens que afirmam acreditar nessa revelação.


Os Profetas do Velho Testamento
Eles alegam ter recebido revelações de Deus. Esses homens, através dos séculos, escreveram livros que, segundo eles, eram mensagens enviadas pelo próprio Deus. Não devemos dispensa-los como fanáticos antes de ouvir o que têm a dizer: Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas. (Am 3.7). Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. (...) e falarás tudo quanto Eu te mandar. (Jr 1.9 e 7). Vejamos, também, os seguintes passos de Packer: "A fórmula Assim dis o Senhor, que introduz no Antigo Testamento oráculos proféticos, trezentas e cinqüenta e nove vezes, serve de testemunha da realidade da revelação, uma testemunha do fato de que o profeta não criava suas próprias mensagens, mas falava como porta-voz de Deus, de tal modo que aquilo que dizia precisava ser recebido, não como adivinhações, ou especulações humanas nem como idéias fantasiosas, mas como declarações divinas, sendo por isso mesmo verdades infalíveis." (Packer, p.17). Os profetas estavam tão cônsios da responsabilidade de entregar a mensagem de Deus que muitas vezes pediam a Deus que os poupasse desse peso.


Os Escritores do Novo Testamento
Estes são unânimes em reconhecer a revelação do Velho Testamento como originária da inspiração divina. O autor da carta aos Hebreus, por exemplo, enfatiza a realidade da revelação não somente através dos profetas, mas principalmente através de Jesus: Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho (...). (Hb 1.1 e 2). A este respeito, afirma, de maneira clássica, o apóstolo Pedro: Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura foi dada por vontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. (2 Pd 1.20 e 21). As profecias do Velho Testamento não eram especulações particulares sobre a História de Israel nem hipóteses levianas. O Espírito Santo, onisciente, impelia os profetas de tal maneira que o que registravam era a Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo também afirma isso: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. (2 Tm 3.16). O Deus que soprou o fôlego de vida nos seres viventes é o mesmo que soprou Sua Palavra nas consciências dos Seus profetas.
A Igreja Primitiva estava plenamente consciente da natureza sobrenatural e divin das Escrituas. Quando o Colégio Apostólico se viu na necessidade de um novo apóstolo, Pedro lembrou que a traição de Judas fora predita: Irmãos, covinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu, anteriormente, pela boca de Davi. (At 1.16). Além disso, os escritores do Novo Testamento também reconhecem ter sido guiados pelo Espírito Santo para registrar novas revelações de Deus. De acordo com a promessa do próprio Jesus, o Espírito Santo lembraria de tudo o que Ele havia ensinado e os guiaria a toda a Verdade.


Mais Evidências
Se o próprio Espírito Santo supervisionou a entrega e o registro da revelação, Ele, sendo Deus onipresente, onisciente e onipotente, garantiu que isto seria feito sem erros. De imediato, as pessoas dizem que a Bíblia é livro de homens. Em outras palavras, falha e imperfeita. Por mais sinceros, eruditos e criteriosos que fossem os profetas, eles ainda estavam sujeitos às limitações da sua época e do seu conhecimento. Como poderaim deixar de errar? É natural, assim, esperar que a Bíblia apresente erros gritantes em questões filosóficas, científicas, literárias ou históricas. Os milagres, por exemplo, são vistos como lendas da Antigüidade, tão verdadeiros e históricos quanto Branca de Neve e os Sete Anões. De fato, tais conclusões seriam inevitáveis se o fator sobrenatural fosse descartado. Mas, se o Espírito Santo, sendo o mesmo Deus, estava por trás da produção da Bíblia, então é perfeitament admissível que homens falhos fossem instrumentos para transmitir informações infalíveis. E foi exatamente isso o que ocorreu. Acostumamo-nos tanto a destacar as chamadas discrepâncias da Bíblia que, muitas vezes, perdemos de vista fatos relacionados com ela tão fantásticos que somente poderiam ser explicados por sua origem divina.


A Unidade da Bíblia
A Bíblia, na verdade, não é um livro mas uma coleção de livros. São sessenta e seis escritos distinto. Alguns deles têm autoria em comum como, por exemplo, o Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos. Mas, na sua maioria, foram escritos por pessoas distintas, em épocas e locais diferentes e locais diferentes. Entre seus escritores, figuram um erudito como Isaías e um caipira como Amós, um rabi e um médico, além de profetas, reis, pescadoresd, poetas, historiadores. Viveram num período de pelo menos mil e quatrocentos anos em lugares tão diversos, como a Grécia, a Palestina e a Pérsia. Apesar dessa diversidade, o que chama a atenção do leitor da Bíblia é a sua espantosa unidade. Parece uma só história, grandiosa e abrangente. Do Gênesis ao Apocalipse, Deus figura como protagonista. As promessas da chegada do Messias, no Velho Testamento, são cumpridas no Novo. Como explicar esta unidade sem levar em conta a intervenção daquele que é o único e infalível Senhor da História?


A Mensagem Singular da Bíblia
Outro fato interessante é o conteúdo da mensagem bíblica. Entre a Bíblia e os outros escritos religiosos e filosóficos existe um abismo intransponível. Certamente valores como a verdade, a honestidade, e justiça e o altruísmo são comuns aos melhores escritos da humanidade. Nisso a Bíblia se identifica com todos os outros. Mas o que dizer do Deus apresentado pela Bíblia? Que contraste com a energia impessoal do Hinduísmo ou com os frágeis e grotescos deuses dos panteões greco-romanos! Deus se apresenta em toda a Sua majestade e grandeza: santo, justo, fiel, onipotente e onisciente; perfeito em amor e misericórdia, imutável em todos os Seus atributos. O próprio mistério da Santíssima Trindade demonstra um Deus maior que nossa razão. O homem, na Bíblia, é retratado no seu melhor e no seu pior estado. Enquanto na Filosofia o homem é deificado como senhor do seu próprio destino, na Bíblia o homem é criatura de Deus, pecador e dependente. Enquanto em algumas crendices o homem é parte de um jogo de dados cósmicos, joguete nas mãos de forças poderosas, na Bíblia o homem é criado por Deus com dignidade e sentido na História. O caminho bíblico para a salvação vai de encontro à idéia arraigada, no espírito humano, de que cada um deve promover a sua própria salvação. Na Bíblia, a salvação é um presente que não pode ser comprado, mas recebido com gratidão. O perdão dos pecados não ocorre por cerimônias vazias, mas mediante a morte do Filho de Deus na cruz, no lugar de pecadores. O destino final, na Bíblia, não é a aniquilação da personalidade nem um paraíso de prazeres carnais, mas a comunhão com Deus por toda a eternidade. E isto somente para aqueles que um dia aceitaram o caminho oferecido por Deus. Nenhum homem conceberia a idéia de um inferno de sofrimento eterno.


O Poder Transformador da Bíblia
Um outro fato impressionante, em relação à Bíblia, é o poder dela para transformar vidas. A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. (Hb 4.12). A simples leitura da Bíblia tem libertado viciados, regenerado criminosos, purificado pervertidos. O poder deste livro sagrado produz amor onde existe ódio, promove a paz onde existe a guerra, desenvolve conhecimento espiritual onde existe ignorância. Alguns céticos eruditos se aproximaram dela para ridiculariza-la e não conseguiram resisti-la. Hoje a defendem com todas as suas forças. Apesar de muitas vezes queimada e banida, a Bíblia continuou exercendo sua influência benéfica na raça humana. Que outro livro tem trazido tantas influências positivas na vida de pessoas e sociedades quanto a Bíblia?


O Cumprimento das Profecias
A Bíblia também demonstra sua origem divina pela precisão com que suas profecias são cumpridas. Os escritos de Nostradamus impressionam por ter, supostamente, predito acontecimentos que de fato tiveram lugar neste século. Mas suas aformações são nebulosas e obscuras, sujeitas a diferentes interpretações. Por outro lado, as profecias bíblicas são cristalinamente específicas. Note, por exemplo, as profecias relacionadas com a pessoa do Messias. Centenas de anos antes, os profetas predisseram de que tribo seria Jesus, onde nasceria, como seria a Sua obra, como morreria. Tais fatos foram tão exatos, que não podem ser atribuídos a outras épocas nem a outras pessoas. Um dos fatos históricos mais marcantes foi o restabelecimento do Estado de Israel, após quase dois mil anos de exílio e sofrimento. A Bíblia, séculos antes, afirmara que isso ocorreria.
Deus, Senhor da História, com Seu poder e sabedoria infinitos, orquestrou, com exímia precisão, Seu processo de revelação. Levando em conta a cultura e personalidade de cada um dos profetas, Deus provê a raça humana de uma revelação e fez questão de preservá-la e dissemina-la, para que os homens tivessem acesso às riquezas de Sua sabedoria.


Juiz Supremo
É uma afirmação fantástica conferir à Bíblia a autoridade do próprio Deus. O caminho mais fácil é receber os escritos judaico-cristãos como impressões pessoais, sujeitas ao crivo de nossa razão ou preferência pessoal. Entretanto, como vimos, esta alternativa não é deixada para aqueles que crêem em Cristo como Filho de Deus. Na verdade, os cristãos têm afirmado, através dos séculos, que acreditam num milagre, aliás, numa série de milagres ocorridos no espaço e no tempo. Homens limitados e falhos receberam e registraram, sobrenaturalmente, revelações do próprio Deus, as quais deveriam ser publicadas a todos os homens. Sem dúvida, tais reivindicações são tão sérias quanto o fato de acreditar na ressurreição literal de Cristo e no julgamento final. Em última instância, trata-se de uma questão de fé. Entretanto, esta fé não é um salto no escuro, mas uma firme convicção na veracidade e no poder de Deus.
A partir do instante em que aceitamos a autoridade da Bíblia, somos chamados pela força da Palavra a nos submetermos à autoridade de Deus. Se Ele, o Criador, de fato se revelou aos homens através de palavras, tal revelação tem a força de lei para as Suas criaturas. Como Soberano do Universo, Deus tem o direito de exigir plena obediência às Suas ordens e fazer valer Sua autoridade através de justo julgamento. Deus, sendo onisciente e eterno, faz da Sua Palavra autoridade para todas as áreas da vida humana, sejam elas espirituais, morais, intelectuais e físicas.
No atual clima de relativismo, a opinião parece ser o único referencial para o que a pessoa deve crer ou praticar. Dentro desse contexto, o aborto e o homossexualismo devem ser analisados por critérios puramente pragmáticos. O fato de Deus ter revelado os limites da sexualidade humana e o respeito pela vida não é mais válido para o homem moderno. Ele não acredita que Deus tenha falado. Entretanto, para os evangélicos que aceitam a Bíblia como a Palavra de Deus, pesa a responsabilidade de levar essa convicção a sério. Não obstante, é triste notar que, também neste caso, a teoria está longe da prática. Hoje em dia, supostas revelações místicas têm mais autoridade do que a clara exposição da Bíblia. Cremos em idéias jamais ensinadas pelos profetas, por Jesus ou pelos apóstolos: regressão psicológica, decreto, entre outras coisas que jamais foram ensinadas na Bíblia. Então, por que as praticamos? [O motivo é ] Por que funcionam? [O motivo é] Por que atraem as pessoas?
Assumir a autoridade da Bíblia implica enfatizar aquilo que ela enfatiza. Em nome da relevância, estamos assimilando filosofias da época atual e saímos à busca de textos fora de contexto para justifica-las. Uma pregação teocêntrica enfatizará a mensagem da Bíblia. Certamente, ela não é popular. Nunca o foi. Se o crescimento numérico fosse o critério para a verdade, Jesus não teria tido muito sucesso na Sua vida terrena, pois até alguns dos Seus discípulos mais próximos O abandonaram quando Ele começou a expor todas as implicações do discipulado. Se cremos na Bíblia como a Palavra de Deus, devemos prega-la, quer ouçam quer deixem de ouvir. Em flagrante contraste com a mensagem bíblica, a pregação atual promete benesses sem compromisso, auto-afirmação em lugar de auto-negação. Foi o próprio Senhor Jesus quem disse: Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (Mc 8.34).
Assumir a autoridade da Bíblia implica recebê-la como a sabedoria de Deus na solução dos problemas humanos. Já na época de Jeremias, havia profetas auto-proclamados que ofereciam cura barata, mas ineficaz. Deus diz através do profeta: Curam superficialmente a ferida do meu povo. (Jr 6.14; 8.11). O povo de Deus abandona as águas cristalinas da verdade para beber nas cisternas furadas e apodrecidas do erro. O remédio de Deus parece ser mais amargo, porém é eficaz.
Assumir a autoridade da Bíblia implica em fazer de seus princípios referencias absolutos de ética. Não é de hoje que o mundo é pervertido e corrupto. Os cristãos da Igreja Primitiva tinham que enfrentar, diariamente, as pressões corruptoras do degradado Império Romano – o que, muitas vezes, os conduziram à tortura e a
o martírio. Eles levaram a sério o mandamento de Jesus para serem sal da terra e luz do mundo. Atualmente, muitos evangélicos não têm sido conhecidos pela integridade. Pelo contrário, os mesmos critérios ou a falta de critérios são usados nos negócios e nas relações interpessoais. Pessoas não-evangélicas ficam impressionadas com a alta cumplicidade, entre alguns evangélicos, na corrupção praticada com tanta naturalidade. Se afirmamos ser a Bíblia a Palavra do próprio Deus, somos responsáveis de acatar as ordens do Rei.

À época em que o texto foi publicado, Jorge Noda era co-pastor da Igreja Presbiteriana de Campina Grande (PB) e professor de Teologia no Seminário do Betel Brasileiro.
Revista Raio de Luz
Ano 28 – Edição 111

Outubro de 1998

AS QUATRO CHAVES PARA O CORAÇÃO DE DEUS

AS QUATRO CHAVES PARA O CORAÇÃO DE DEUS 

Quando os sacerdotes saíram do lugar santo (pois todos os sacerdotes que se achavam presentes se tinham santificado, sem observarem a ordem das suas turmas; também os levitas que eram cantores, todos eles, a saber, Asafe, Remã, Jedútum e seus filhos, e seus irmãos, vestidos de linho fino, com címbalos, com alaúdes e com harpas, estavam em pé ao lado oriental do altar, e juntamente com eles cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas), quando os trombeteiros e os cantores estavam acordes em fazerem ouvir uma só voz, louvando ao Senhor e dando-lhe graças, e quando levantavam a voz com trombetas, e címbalos, e outros instrumentos de música, e louvavam ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre; então se encheu duma nuvem a casa, a saber, a casa do Senhor, de modo que os sacerdotes não podiam ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus.(5.11-14)
A origem da idéia de construir um Templo é marcada com Deus se opondo à mesma inicialmente. O argumento usado foi de que nunca Ele havia habitado em casas, e que nem mesmo alguma vez sugeriu a um dos seus, que lhe fizesse uma. Porém no mesmo capítulo que o Senhor diz isso, Ele consente que o filho de Davi, aquele que o sucederia no seu trono, construa sua casa. Talvez Deus tenha aberto esses parênteses para Davi, que era um “legítimo adorador”, até sendo referido como um homem “segundo o coração de Deus”.
Aproximadamente meio século se passa e lá estava Salomão, na inauguração do mais proeminente edifício da cidade, o Templo. Todos os objetos sagrados já estavam no seu devido lugar, restando apenas um. Aquela era a hora mais esperada: A hora em que a arca entraria no templo. A arca simbolizava a presença de Deus, e sem ela, o Templo não teria significado (assim como nós, santuários de Deus, não temos significado sem Ele). E a partir daquele momento de entrada da arca, observam-se algumas chaves que Deus revela para redenção do povo e da sua nação: a primeira é A Santificação.
Naquele dia, todos os sacerdotes tinham se santificado sem respeitarem seus turnos. A presença de Deus inspirava temor, afinal, ha pouco tempo, Deus havia fulminado Uzá por ter tocado na arca!
A santificação era um pré-requisito para o povo de Deus. Seu mandamento era claro: “E sereis para mim santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). Deus estava chegando, e a condição pra que permanecesse no local era a santificação.
Hoje, ansiamos em ver Deus, ouvir sua voz, tomar seu coração. Isso requer santidade, pois sem ela ninguém verá a Deus (Hb 12.14). O apóstolo Paulo, em sua segunda carta aos Coríntios, quando discorre sobre a impossibilidade do jugo desigual, cita algumas das promessas do Senhor para os que são santuários de Deus:
Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. (II Co 6.16-18)
No versículo seguinte, Paulo diz: “Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus”.
Afinal, era disso que Deus estava falando! Santidade, separação, serem completamente alienados no que diz respeito à carne e ao pecado.
Um acontecimento de tal relevância exigia a presença integral dos sacerdotes e dos levitas, estes, composto por cantores, músicos e os que serviam no templo. Os sacerdotes já tinham se santificado, agora era a vez dos levitas louvarem. A tribo de Levi tinha como porção da herança o Senhor e dependiam dEle pra viver. Então, todos juntos, “em um som e a um tempo”, começaram a tocar suas trombetas, harpas, alaúdes e outros instrumentos e a cantar dizendo “Porque Deus é bom e seu amor dura pra sempre!”. Esse louvor agradou tanto a Deus, que sua glória encheu o templo. A nuvem de Deus, o Shequiná, simbolizando Sua presença gloriosa, tomou o lugar. E apesar dos sacerdotes terem se santificado, não suportariam jamais a plenitude da glória de Deus. A nuvem era a forma mais “suportável” de sua presença. Mesmo assim, os sacerdotes não puderam ministrar no templo porque a glória de Deus o encheu.
A segunda chave é revelada aqui, a Adoração. Deus se mostra satisfeito com a Adoração prestada pelos levitas. Quando passeamos pelos Salmos, notamos como o louvor com músicas, danças e cânticos eram freqüentes no meio do povo de Deus. Isso só era aceito quando feito de coração. Jesus conversando com a mulher samaritana, afirma que o Pai está em busca de adoradores que o adoram em espírito e em verdade (Jo 4.23).
O falso “louvor”, ou seja, aquele que não é feito de coração, magoa o Senhor, machuca seus sentimentos. Vemos o exemplo em Is 29.13, quando o Senhor lamenta a hipocrisia de um povo que o estava adorando apenas com os lábios, enquanto mantinham seus corações longe dEle.
Davi no Salmo 145 diz: “Exaltar-te-ei, ó Deus meu, e Rei, bendirei o teu nome para todo o sempre”. Talvez seja essa a causa de Deus mudar de idéia quanto à construção do templo. Davi não adorava apenas com os lábios. Pelo contrário! Ele colocava sua vida em adoração ao Senhor... bendirei para todo sempre... Profira a minha boca louvores ao senhor e toda carne louve o seu santo nome pra todo o sempre (v 21).
É aceitável que Deus sempre reaja frente a uma verdadeira adoração e se manifeste de forma explícita. Paulo e Silas que o digam. Meia-noite, ambos presos no tronco, com vergões espalhados pelo corpo devido aos açoites, porém, havia algo que ultrapassava esses incômodos, era o coração de adorador. Cantando e orando durante a noite, a reação do Senhor é quase que instantânea: Um tremor violento ocorre, tal que todas as celas se abrem em conjunto! O Senhor não se resguardou frente a dois corações ardentes de adoradores.
Diante de todos aqueles acontecimentos no Templo, isto é, o louvor, a nuvem e a glória de Deus, Salomão, inspirado pelo Espírito, dá o próximo passo rumo ao coração de Deus: põe-se de joelhos (II Cr 6.13). A terceira chave, a Oração, é revelada indutivamente na seqüência do que poderíamos chamar de “culto à Deus”.
É de impressionar o quanto Jesus orava! Por quê? Não necessitava, já que Ele e o Pai eram um. Na ressurreição de Lázaro, por exemplo, vemos Cristo orando da seguinte forma: “Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente...” (Jo 11.41,42). Mas quando lemos Mt 14.22-33, no episódio em que Jesus anda sobre o mar, antes do milagre, nos deparamos com o Mestre orando sozinho no monte.
A oração produz intimidade. Nos faz conhecer o Amado, facilitando assim o cortejo pra ganhar Seu coração. Está ligada com a Santificação e a Adoração.
Em At 2.42 diz: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor: e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos”.- Esses sinais eram apenas resultado de uma vida de intimidade com o Senhor. Para os primeiros cristãos, o mais importante não era a operação de maravilhas, mas sim espalhar o fogo que incendiava seus corações, mostrar todo seu amor que tinham por Cristo, exalar o bom perfume.
Salomão continua sua oração e podemos até imaginar o silêncio do povo. O próprio rei media as palavras, pois sabia que Adonai, o Senhor, estava ali. E nesse clima de reverência, temor, santidade e adoração é que encontramos a quarta chave revelada: A Humildade.
Nos versículos 18 e 19 do cap. 6 Salomão diz: “Mas, na verdade, habitará Deus com os homens na terra? Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado! Contudo, atende à oração e à súplica do teu servo, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo faz diante de ti”.
Qualquer ação litúrgica provinda de homens realizada naquela instante estragaria tudo! A única posição cabível era a de se humilhar perante o Senhor.
A humildade traz consigo o arrependimento. O arrependimento por sua vez é uma das características de avivamento (se não a principal!). Logo, a humildade é ingrediente básico para os que querem se aproximar do Pai, pois esta traz conserto. Em Tg 5.9,10 está escrito: “Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor e ele vos exaltará”.
Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa. E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a sua casa. E todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo, e a glória do Senhor sobre a casa, prostraram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, adoraram ao Senhor e lhe deram graças, dizendo: Porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. (II Cr 7. 1-3)
Esse foi o desfecho das quatro chaves combinadas: A Santificação, a Adoração, a Oração e a Humildade. Era o que Deus queria. É o que Ele quer hoje da sua Igreja. Em II Pe 2.9 diz: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. Ser povo escolhido de Deus implica estar em Santificação, Adoração, Oração e Humildade.
Deus se agradou tanto do que tinha acontecido naquele “culto”, de como o seu povo estava começando a “enxergar”, que no cap 7, Ele aparece a Salomão numa noite e diz que seus olhos estariam abertos e os ouvidos atentos às orações que fossem feitas naquele lugar.
E em II Cr 7.14 Deus confirma o que realmente está esperando do seu povo, revelando assim o segredo pra encontrar Seu coração:
“e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.
Deus está a procura de Adoradores verdadeiros. Ou seja, podemos inferir que a Busca pela face de Deus se dá pela Adoração.
Em suma, temos que a Humildade, a Oração, a Adoração e a Santificação, juntas, formam “A CHAVE DO CORAÇÃO DO PAI”.
Nós, a igreja, somos o povo de Deus. Se usarmos essa chave que o Senhor nos deu, teremos um Brasil mudado, restaurado, curado e avivado.

Que a Igreja do Senhor se SANTIFIQUE, ADORE, ORE e se HUMILHE, PORQUE DEUS É BOM E SEU AMOR DURA PRA SEMPRE. Ora Vem Senhor Jesus!!!
AMÉM.
 Carlos Vinícius Sarmento Silva 

  Texto bíblico: 2 Crônicas 5, 6, 7.


5 IMPLICAÇÕES DA ORAÇÃO FEITA EM SECRETO

5 IMPLICAÇÕES DA ORAÇÃO FEITA EM SECRETO


                                                                           Mt 6.6
Embora tenhamos o direito e o dever de orar em todo o tempo e em qualquer lugar devemos reconhecer que Jesus concedeu ênfase especial à oração feita em secreto. Algumas razões por que Ele assim ministrou são abordadas neste estudo.
I. A ORAÇÃO EM SECRETO REQUER QUE FECHEMOS A NOSSA PORTAA FIM DE QUE DEUS NOS ABRIA A DELE.
1. FECHA A porta de tua dúvida, Deus abrirá a da certeza. 2. FECHA A porta de tua incapacidade, Deus abrirá a de Sua onipotência. 3. FECHA A porta de sua ignorância, Deus abrirá a de Sua sabedoria. 4. FECHA A porta de tua limitação, Deus abrirá a de Sua infinitude. 5. FECHA A porta de tua cegueira, Deus abrirá a de Sua revelação.
II. A QUEM ORA EM SECRETO DEUS OFERECE UM ATENDIMENTO PERSONALIZADO.
1. Os Bancos têm clientes comuns, especiais e preferenciais
2. As autoridades têm gabinetes para atender as pessoas com hora marcada.
3. Os aviões têm primeira classe, classe executiva e turística.
4. O crente tem o seu quarto: "Tu, quando orares, entra no Teu aposento e tendo fechado a Tua porta, ora a Teu Pai. Teu Pai te recompensará.
III. QUEM ORA EM SECRETO TEM À SUA DISPOSIÇÃO OS BENEFICIOS DA PATERNIDADE DE DEUS
1. Deus é Pai de Adão. Ele é Pai por formação.
2. Deus é Pai dos Anjos. Ele é Pai por criação.
3. Deus é Pai de Israel. Ele é Pai por eleição.
4. Deus é Pai de Jesus. Ele é Pai por geração.
5. Deus é Pai do Crente. Ele é nosso Pai por adoção.
IV. QUANDO ORARMOS EM SECRETO DEUS PÕE Á NOSSA DISPOSIÇÃO SEUS TESOUROS SECRETOS
1. "O outro lado da Lua" – o lado que não conhecemos de Deus
2- O Arrebatamento de Paulo, II Co 12
3- As coisas que o olho não viu ... I Co 2.9
4- Como tesouros escondidos procurava, Pv 2.4
5- E te darei os tesouros das Escuridades – Is 45.32.32
V. QUANDO ORAMOS EM SECRETO TEMOS A DISPONIBILIDADE DA OBRA DO ESPÍRITO SANTO
1. Gl 4.6 – Deus enviou o Espirito que clama
2. Rm 8.15 – Recebestes o Espirito de Adoção
3. Rm 8.16 – O mesmo Espirito testifica .
4. Ao orar, nao assuma a postura de um mendigo, nem de um turista.
5.Ore como FILHO, com a ajuda do Espírito Santo. Você tem de Deus tratamento privilegiado...
VI. QUEM ORA EM SECRETO TEM A GARANTIA DE SER PLENAMENTE ATENDIDO
1- A Gloria de Sua Presença – Ele te vê
2- A Certeza de Sua Promessa – ele recompensa
3- A Majestade de Seu Poder - ELE, o Criador
3- A Resposta de Seu Amor – Teu Pai
5- QUEM ORA EM SECRETO É LEVADO POR DEUS À ATMOSFERA DO LOUVOR CELESTIAL
1- Sacrifícios de Louvor, Sl 116.7
2- Um novo Cântico, Sl 40.3
3- Orar em Língua Estranha, I Co 14
4- Cântico e Hinos Espirituais, I Co 14
5- Adoração, Sl 95

Pr. Geziel Nunes Gomes
Boston - USA


3 perguntas sobre o fim dos tempos


3 perguntas sobre o fim dos tempos

"Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estais coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grande sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.1-28).
Sobre os acontecimentos dos tempos finais, é recomendável ler também os versículos restantes de Mateus 24 e todo o capítulo 25. A respeito, vamos perguntar-nos:
1. A quem Jesus dirigiu, em primeiro lugar, as palavras de Mateus 24 e 25?
A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja
• Nessa ocasião a Igreja ainda era um mistério. Somente no Pentecoste ela foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através de Paulo.
• Portanto, o texto também não está falando do arrebatamento, quando Jesus virá para buscar Sua Igreja, mas trata da volta de Jesus em grande poder e glória para Seu povo Israel, após a Grande Tribulação (Mt 24.29-31). Jesus só falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da era gloriosa do Messias que viria para Israel (por exemplo, Lucas 17.22-37).
• Os discípulos a quem Jesus Se dirigiu em Mateus 24 e 25 evidentemente eram judeus. Em minha opinião, eles simbolizam o remanescente judeu fiel, que crerá no Messias no tempo da Grande Tribulação.
• No sermão profético do Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, Ele predisse como será a situação dos judeus no período imediatamente anterior à Sua volta.
• Falsos profetas e falsos cristos, como são chamados em Mateus 24.5,23,26, representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Gl 1.6-9). Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
• O "abominável da desolação" (Mt 24.15) diz respeito claramente à terra judaica, ao templo judaico e aos sacrifícios judeus. Já o profeta Daniel falou a respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu povo... e de tua santa cidade" (Dn 9.24).
• A frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24.16), é bem clara. Trata-se nitidamente da terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é conclamada a fugir para os montes.
• Igualmente o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e suas leis (v. 20).
• Também a parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43) aplica-se a Israel.
2. A que época o Senhor se refere em Mateus 24?
A resposta à pergunta anterior nos conduz automaticamente ao tempo em que esses fatos acontecerão. Trata-se da época em que Deus começará a agir novamente com Seu povo Israel de maneira coletiva, levando o povo da Aliança ao seu destino final (v. 3), que é a vinda do seu Messias e o estabelecimento de Seu reino. O centro de todas as profecias de Mateus 24 e 25 é ocupado pelos sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.
Todos os sinais que o Senhor Jesus predisse em Mateus 24, que conduzirão à Sua vinda visível (v. 30), têm seus paralelos no Apocalipse, nos capítulos de 6 a 19. Mas nessa ocasião a Igreja de Jesus já terá sido arrebatada, guardada da "hora da provação" (Ap 3.10).
Os últimos sete anos – divididos em três etapas (Mt 24.4-28)
1. Os versículos 4-8 descrevem, segundo meu entendimento, a primeira metade da 70ª semana de Daniel. O versículo 8 diz claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores". As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia "às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). O princípio das dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana. Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio. Há um paralelismo e uma concordância quase literal entre Mateus 24.4-8 e Apocalipse 6, onde o Senhor abre os selos de juízo:
• Falsos cristos (Mt 24.5) – primeiro selo: um falso cristo (Ap 6.1-2).
• Guerras (Mt 24.6-7) – segundo selo: a paz será tirada da terra (Ap 6.3-4).
• Fomes (Mt 24.7) – terceiro selo: um cavaleiro montado em um cavalo preto com uma balança em suas mãos (Ap 6.5-6).
• Terremotos (Mt 24.7), epidemias (Lc 21.11) – quarto selo: um cavaleiro montado em um cavalo amarelo, chamado "Morte" (Ap 6.7-8).
2. Nos versículos 9-28 temos a descrição da Grande Tribulação, ou seja, a segunda metade (três anos e meio) da 70ª semana de Daniel.
• Nesse tempo muitos morrerão como mártires (Mt 24.9) – quinto selo (Ap 6.9-11).
• Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor (Lc 21.11) – sexto selo (Ap 6.12-17).
• Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).
• O engano e a impiedade se alastrarão, o amor esfriará, significando que muitos apostatarão de sua fé (Mt 24.11-12, veja 2 Ts 2.10-11). Quem perseverar até o fim verá a volta do Senhor e entrará no Milênio (Mt 24.13).
• O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).
3. Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.
A "abominação desoladora" não teve seu cumprimento na destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).
• A profecia da "abominação desoladora" de Daniel teve um pré-cumprimento aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31 fala a respeito.
• A "abominação desoladora" cumpriu-se parcialmente em 70 d.C. através dos romanos, que destruíram o templo.
• Mas "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).
Nos versículos a seguir, de 16 a 28, o Senhor Jesus explica como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:
• Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
• Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
• Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
• Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente". Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28). O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades". Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.
Como já foi mencionado, não creio que em Mateus 24.15 o Senhor Jesus esteja referindo-se à destruição do templo em 70 d.C., mas penso que Ele está falando do tempo do fim. Ele menciona a destruição do templo e de Jerusalém em Lucas 21, fazendo então a ligação com os tempos finais. Aliás, este é o sentido dos quatro Evangelhos: apresentar ênfases diferenciadas dos relatos. Os Evangelhos tratam da profecia como também nós devemos fazê-lo, manejando bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15).
Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." Isso cumpriu-se em 70 d.C.
Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois cumprir-se-á apenas nos tempos do fim: "o abominável da desolação" (v. 15).
No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito: "...haverá grande aflição na terra" (Lc 21.23) (não está escrito: "grande tribulação"). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma "grande tribulação" "como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (v. 21). A expressão "grande tribulação" diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da "grande tribulação" no final dos tempos.
3. Qual é a mensagem desse texto bíblico para nós hoje?
Essa passagem tem forte significado para os crentes de hoje, pois sabemos que os impressionantes acontecimentos da Grande Tribulação lançam suas sombras diante de si e que, por essa razão, o arrebatamento da Igreja deve estar muito próximo.
• Nosso mundo está muito inquieto. Há conflitos em muitos países e torna-se mais e mais evidente a possibilidade de guerras devastadoras em futuro próximo. Mais de 400.000 cientistas estão atualmente ocupados em melhorar sistemas bélicos ou em desenvolver novos armamentos.
• Grande parte da humanidade passa fome.
• Terremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente em progressão geométrica, como as dores de parto da que está para dar à luz.
• Grande parte dos cristãos é perseguida. Muitos chegam a falar de uma "escalada" nas perseguições nos últimos anos.
• Também a sedução e o engano através de falsas religiões é comparável a uma avalanche. O clamor pelo "homem forte" torna-se mais audível. Qualquer coisa passa a ser anunciada como "deus" ou "salvador" – e as pessoas agarram-se ansiosas a essas ofertas enganosas. Ao mesmo tempo acontece uma apostasia nunca vista, um crescente afastamento da Bíblia e do Deus vivo.
As dores da Grande Tribulação anunciarão a vinda do Filho do Homem. Não nos encontramos diante do fim do mundo, mas nos aproximamos do fim de nossa era (Mt 24.3). O Filho de Deus não nos trará o fim, mas um novo começo. Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2000.





terça-feira, 19 de agosto de 2014

SABEDORIA CONJUGAL

Sabedoria Conjugal
Sabedoria em Provérbios se vê como discernimento moral entre o bem e o mal, o certo e o errado. E também é a habilidade para perceber entre a verdade e o erro, e isto só é desenvolvido pelo conhecimento da Palavra de Deus. "Viva a sabedoria e viva bem." Provérbios 9.10 (Bíblia A Mensagem).
Temos plena consciência que a família é uma instituição divina e a célula mater da sociedade. Se a família não vai bem, a nação também não vai bem.
Constituímos família com visão distorcida:
"Não é escolher o melhor cônjuge, mas construir o melhor relacionamento com quem você prometeu amar para sempre".
Infelizmente muitos casais não tem interesse em mudar e melhorar seu relacionamento.
Na família aprendemos as lições mais importantes da vida.
  • É lá que nosso caráter é forjado.
  • E adquirimos os valores morais.
Se a família fracassar em sua missão, a Igreja perderá seu poder de mostrar Cristo, e a nação entrará em colapso.
Lute em favor da família, pois ela é a melhor escola que Deus nos proporcionou.
A Bíblia aborda principalmente sobre relacionamentos humanos, exemplificando de maneira clara como a desobediência e o orgulho do ser humano o separa do seu Criador e do seu semelhante (João 3.16).
A Bíblia também nos ensina que Deus deseja que desfrutemos de relacionamentos harmoniosos, reconciliadores e amorosos uns com os outros (Mateus 22.36-40).
É no contexto da vida conjugal e dos relacionamentos familiares que nossa capacidade de amar e exercer sabedoria será testada. É quando teremos a grande oportunidade de experimentar a alegria de amar e ser amado. É na vida conjugal que o orgulho e o egoísmo ficam expostos, mas é lá que Deus trabalha para moldar nosso caráter para que nos tornemos cada dia mais parecidos com Jesus.
Com base nessas verdades, vamos ver os aspectos funcionais da união conjugal
1. Vida de temor a Deus
"Para ser sábio é preciso primeiro temer a Deus. Se você conhece a Deus, então você tem compreensão das coisas." Provérbios 9.10 (NTLH).
  • Para termos temor precisamos ser novas criaturas em Cristo Jesus (Gálatas 2.19-20).
  • E pôr em prática as Escrituras para enfrentar desafios (Provérbios 14.26)
"Lembre-se que a vida conjugal não compreende apenas um bom começo, mas num compromisso para alcançar o grande final." Trata-se de suportar as grandes tempestades e turbulências da vida, mas nunca perder a habilidade para ter um final feliz.
Nosso caminhar diário com prudência (Efésios 5.15-16).
2. Comunicação sadia entre o casal
Um bom relacionamento não acontece por acaso. É uma construção dia a dia. Nesta construção, muitas vezes precisamos parar e ver se o alicerce e a colocação dos tijolos estão corretos.
No caminhar diário entre marido e mulher, surgem confrontos que podem ser um problema ou uma oportunidade para crescer rumo à maturidade.
Paulo escreve em 1 Coríntios 13.11: "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino."
"Ame-me tanto que tenha a coragem para me dizer a verdade." A comunicação sadia começa:
Boa comunicação (1 Timóteo 3.18)
Um grande fator de desunião e separação entre o casal é a má comunicação (Provérbios 18.13)
É preciso ter uma boa conversa (Provérbios 15.23): Ouvir com sensibilidade, imparcialidade, atenção, paciência e amor é um hábito que precisamos aprender a desenvolver. É o primeiro passo para que a desavença seja superada.
  • Fale no momento certo.
  • Encare o problema (ver a causa que está prejudicando).
  • Seja objetivo.
  • Evite acusações, críticas mútuas, cinismo, gritos etc.
  • Coloquem o orgulho de lado.
  • Não competir para saber quem sairá vencedor.
  • Uma conversa lúcida, franca, sensível e honesta, faz o relacionamento amadurecer e solidificar-se.
A comunicação é uma arte a ser desenvolvida
- Deus é exemplo de comunicação sadia (Gênesis 3.8-10).
- Fale sempre a verdade em amor (Efésios 4.15).
Lembre-se que assim como o primeiro casal da história, nós também vivemos rodeados por uma batalha espiritual. Sua vida conjugal não está assentada sobre um palco romântico, mas sobre um campo de guerra.
3. Perdão, o segredo de uma vida conjugal feliz
Perdoar sempre (Mateus 18.21-22). Se quiser que seu casamento dê certo, tem que se dispor a perdoar.
"Perdoar é uma decisão racional, um ato de obediência à vontade de Deus, sem esperar nada em troca." (Veja Efésios 4.32 e Colossenses 3.13).
Quem não perdoa se torna amargurado, causando dor e sofrimento a si mesmo e trazendo para si enfermidades (Salmo 32.3-4). Exemplo: Noemi (Rute 1.20).
4. O amor incondicional (Ágape)
1 Coríntios 13.4-7: O amor que não espera recompensa e nada em troca, mas doa-se.
Na vida conjugal pode faltar tudo, menos AMOR (Provérbios 15.17). Ame, mas ame de verdade!
  • Você consegue abrir seu coração com o seu cônjuge sem constrangimento?
  • Você se sente aceito (a) pelo seu cônjuge?
  • Vocês são autênticos um para com o outro? (Não usem máscaras!)
  • Você é capaz de não concordar com as opiniões do cônjuge, sem rejeitá-lo?
  • Vocês demonstram atenção e carinho um ao outro?
  • Vocês dão liberdade para o cônjuge fazer amizades com outras pessoas?
Só conseguiremos viver e cumprir os objetivos originais de Deus para a vida conjugal se possuirmos um relacionamento íntimo com o Pai por intermédio de Jesus Cristo.
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